Assembleia da Pastoral Carcerária Diocesana

No último dia 09, sábado, realizou-se a Assembleia da Pastoral Carcerária da Diocese de Lorena tendo um almoço festivo pelo ano de 2017. O Pe. Anderson Luiz de Sousa, assessor da Pastoral Carcerária, celebrou a missa de encerramento.

A Pastoral Carcerária realiza visitas aos encarcerados da cadeia de Cruzeiro toda terça-feira às 14h e dá assistência às famílias dos mesmos.

Coordenadora Diocesana: Maria da Conceição Oliveira.

 

 

Aniversário de ordenação episcopal de Dom João Inácio

Neste dia 15 de dezembro celebraremos o 4º aniversário de ordenação episcopal de nosso Bispo, Dom João Inácio. Será numa sexta-feira, às 19h, na Catedral de Lorena, com a celebração da Santa Missa. Farão parte da celebração Dom Benedito Beni, Bispo Emérito de Lorena; Mons. Silva, Vigário Geral; e Pe. Rodrigo, Cura da Catedral de Lorena.

 

 

Material da reunião de Pastoral Diocesana

Por ocasião da abertura do Ano do Laicato, no dia 02 de dezembro, a Diocese de Lorena organizou uma manhã de formação que teve inicio com a celebração da Santa Missa e encerrou a manhã formativa com um almoço. O tema abordado foi sobre a abertura do ano do laicato e Documento 105. Ministrada pelo Pe. Dr. Adalberto Vanzella, da Diocese de Taubaté-SP, as exposições abordaram os eixos norteadores para este ano que se iniciou e que estão presentes no Documento 105 da CNBB.

 

O arquivo utilizado pelo Pe. Dr. Adalberto Vanzella está disponível para download neste link

 

A Diocese de Lorena já possui uma programação para o Ano do Laicato, confira e veja junto a sua paróquia quais os meios de evangelização paroquial que movimentarão este ano.

 

 

Catedral realiza abertura do Ano Nacional do Leigo

Ontem, dia 26 de novembro, na missa solene de Cristo Rei, às 18h, aconteceu a abertura do Ano Nacional do Leigo, na Catedral Nossa Senhora da Piedade, em Lorena-SP.

De acordo com a programação diocesana para o Ano do Leigo, a abertura e o encerramento devem ser realizados em nível paroquial.

A próxima atividade da paróquia da Catedral, programada para o Ano do Leigo, será uma formação com todos os agentes de pastoral no dia 16 de dezembro de 2017, às 16h, na Casa de Missão da Canção Nova em Lorena, e após a formação, um jantar de confraternização no Clube Comercial.

Para participar desta programação, os leigos deverão se inscrever na secretaria paroquial.

 

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Paz e bênção. Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

O Evangelho de hoje é do Juízo final: Mt 25, 31-46. Penso melhor dizer: a revelação da verdade última. Quando nada mais temos, o que permanece? Permanecerá o amor. O amor dado e o amor recebido. Tive fome e tinha sede; era estrangeiro; estava nu, doente, na prisão: e tu me ajudaste. São seis passos de um percurso, no qual a substância da vida tem o nome de amor. É um modo de viver e de ser sensível. É um modo contemplativo de se importar com o que acontece ao nosso redor. São seis passos para ir ao encontro do Reino, seis modos de viver aqui, como Deus o sonha no Céu. Jesus estabelece uma ligação estreita entre Si e as pessoas, ao ponto de Se identificar com as pessoas: “a mim vocês o fizeram”. O pobre é como Deus! Corpo de Deus, carne de Deus são os pequenos. Quando tocas um pobre é a Ele que tocas.

O que vale é o bem, o bem feito ou o bem não feito. É o amor dado ou não dado. Todos fomos criados para amar. Todos somos capazes de amar, sempre. Eis nossa dignidade e nossa semelhança com Deus. Posso, livremente, rejeitar minha semelhança com Deus, e me afastar dela com o meu modo de viver. Na memória de Deus não tem espaço para os nossos pecados, mas somente para os gestos de bondade e para as lágrimas. Isto porque o mal não é revelador nem de Deus e nem da pessoa humana. Somente o bem diz a verdade de uma pessoa. Para Deus a boa semente é muito mais importante e mais verdadeira que o capim; a luz vale mais que a escuridão; o bem pesa mais que o mal.

Deus não perde tempo e nem a eternidade fazendo contas dos nossos pecados ou dos nossos dias de sombra. Ao contrário, para Ele nem um dos menores gestos bons se perderá, nenhum generoso esforço se perde, nenhuma dolorosa paciência passará despercebida: o bem feito abre para o Reino.

Aos outros dirá: vão para longe de mim, pois tudo o que não fizeram a um destes pequenos, não o fizeram a mim. O pecado dos distanciados de Deus, qual é? O pecado da omissão: não fizeram o bem, não deram nada à vida. O mal é feito também com o silêncio; mata-se também com o ficar parado na nossa janela. Não se empenhar pelo bem comum é já tornar-se cúmplice do mal comum, da corrupção, da máfia: é a ‘globalização da indiferença’.

Pelo visto, o que conta não é tanto se fomos ou não à Igreja, mas se nos tornamos próximos do caído ou não; se partilhamos pão ou não. Aqui a porta do Reino se abre ou eu a fecho.

Bom Domingo de Cristo Rei do universo e início do Ano dos leigos.

Dom João Inácio Müller, ofm

Bispo Diocesano de Lorena SP.

Ressuscitaremos!

Paz e bênção. Ressuscitaremos!

No Evangelho de Hoje, Jesus sublinha a novidade da existência como ressuscitados. E qual é? A ressurreição coloca o homem e a mulher numa condição semelhante à dos anjos e os torna ‘filhos de Deus’. Na ressurreição o vínculo matrimonial não terá já razão de ser.

Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos. Os mortos ressuscitam na participação de um vida que receberam por Deus. Todos, também nós, estamos destinados à ressurreição.

A fé na ressurreição quer dizer fé em Jesus morto e ressuscitado: ‘Cristo ressuscitou dos mortos como primeiro fruto dos que morrera’ (1Cor 15.20). Jesus é nossa esperança numa vida que não se fecha em si mesma, mas se abre para um vida mais elevada, a da comunhão com Deus.

Não duvidemos: ‘Verdadeiramente o Senhor ressuscitou!’ (Lc 24,34).

Hoje teremos a ordenação de cinco novos Diáconos permanentes. A celebração será às 10h, na Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima, no bairro da Cruz, em Lorena. Rezemos por estes senhores:

– Antônio César Pereira: “Estou no meio de v ás como aquele que serve!” (Lc 22,27);
– Jairo Ferreira: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38);
– João Batista Filho: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38);
– Paulo Xavier Pereira: “Cuide bem dele, que na minha volta eu pagarei” ILc 10,35);
– Ruy Fernandes: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir…” (Mc 10,45).

Bom dia. Abraço.

Dom João Inácio Müller, ofm

Bispo diocesano de Lorena SP

Papa: “Bispos são únicos juízes em processos breves de nulidade”

De Cristiane Murray

Cidade do Vaticano (RV) – No final da manhã de sábado (25/11) o Papa Francisco recebeu no Vaticano os participantes de um curso de formação promovido pelo Tribunal da Rota Romana sobre o novo processo matrimonial e o procedimento canônico ‘Super Rato’. 

Ao grupo, o Papa pediu atenção aos dois recentes Motu proprio: Mitis Iudex Dominus Iesus e Mitis et misericors Iesus, emersos das últimas Assembleias Sinodais sobre a família.

“O espírito sinodal e o consolo pastoral sejam forma de seu agir na Igreja, especialmente no âmbito da família e da verdade sobre o estado conjugal dos cônjuges”, recomendou Francisco, lembrando que as novas normas reconhecem um papel determinante aos Bispos: são os ‘juízes natos’ dos processos breves de nulidade matrimonial.  

 

“Vocês são chamados a estar próximos da solidão e do sofrimento dos fiéis que aguardam da justiça eclesial a ajuda competente e concreta para reencontrar a paz em suas consciências e a vontade de Deus sobre a readmissão à Eucaristia”.

E justamente para esclarecer definitivamente alguns aspectos dos dois Motu proprio, especialmente em relação aos Bispos diocesanos como juízes, o Papa estabeleceu os seguintes pontos:

O processo breve não é uma opção, mas uma obrigação que o Bispo recebe de sua consagração e missão. Ele é o único competente nas três fases do processo: a instância, a fase instrutória e a decisão coram Domino.

“Confiar o processo ‘breviore’ ao tribunal interdiocesano pode desnaturar e reduzir a figura do bispo pai, líder e juiz de seus fiéis a um mero signatário da sentença”, frisou o Papa.

Em seu pronunciamento, o Papa destacou ainda que “a misericórdia, um dos critérios fundamentais que asseguram a ‘salus’, requer que o bispo diocesano atue o quanto antes o processo ‘breviore’; e no caso em que não se considere pronto, deve adiar a causa ao processo ordinário, que todavia, deve ser conduzido com a devida solicitude”.

Francisco também se referiu aos critérios da proximidade e gratuidade, que – acrescentou – como já reiterado – são as duas pérolas de que precisam os pobres, que a Igreja deve amar acima de qualquer coisa”.

Enfim, “a nova lei confere ao Decano da Rota a ‘potestas decidendi’ sobre a rejeição ou a admissão do apelo contra sentenças afirmativas.  Concluindo – esclareceu – gostaria de reafirmar que não é necessária a autorização de nenhuma outra Instituição para que estas normas sejam atuadas, nem mesmo do Tribunal da Signatura Apostólica”.  

 

A reforma litúrgica e o uso da Língua Vernácula

Cidade do Vaticano (RV) – No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar no programa de hoje sobre a reforma litúrgica trazida pelo evento conciliar.

 

 

Neste nosso espaço Memória Histórica, temos refletido sobre os 10 aspectos da renovação litúrgica trazida pelo Concílio Vaticano II. No programa passado, o Padre Gerson Schmidt, que tem nos acompanhado neste percurso, nos trouxe o tema “Povo sacerdotal que celebra”, destacando que “o Concílio desloca o centro celebrativo – não é o sacerdote o foco. Há uma descentralização eclesial, outrora acentuando demasiadamente o sacerdote que ofertava o sacrifício.  De uma liturgia centralizada na pessoa do “sacerdote celebrante” (que na liturgia não é único que celebra) se volta agora a ação litúrgica para a assembleia do “povo sacerdotal””.

No programa de hoje, o sacerdote incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre nos fala sobre outro aspecto importante da reforma litúrgica: “O uso da Língua Vernácula”:

“Mencionamos aqui nesse espaço que na reforma LITÚRGICA do Concilio Vaticano II, percebemos 10 aspectos de renovação, a partir da constituição dogmática Sacrossanctum Concilium, que aqui enumeramos. Fizemos uma explicação detalhada do primeiro aspecto:  O valor da Assembleia Litúrgica.  Hoje queremos entrar num segundo ponto: o uso da Língua Vernácula (SC 36; 63).

Todos nós conhecemos os contos infantis mais variados. Quem não conheceu a história do Lobo mau? Mas, se eu aqui contasse a história do lobo mau em chinês, poucos entenderiam. Na mesma forma se deu na liturgia, quando se rezava tão somente em Latim, que já não era mais a língua fluente, como um dia era usual no Império Romano. O Concilio Vaticano II permitiu o uso da Lingua vernácula, a língua mãe de cada nação para ser utilizada na liturgia. Esse foi de fato um avanço singular, muito importante.

Importante aqui relembrar, sobretudo aos mais jovens, de que a missa era celebrada em latim, de costas ao povo, e a maioria das pessoas assistiam a missa, sem entender nada da Liturgia, não sabendo responder as respostas do rito, cabendo esse diálogo da missa tão somente ao coroinha ou sacristão. A maioria do povo, enquanto o padre celebrava, rezava o terço ou suas orações particulares, prestando mais atenção tão somente quando se tocava a campainha ou sineta litúrgica na hora da consagração. A permissão do uso da língua vernácula pela constituição Sacrossanctum Concilium, já trouxe a possibilidade dessa participação mais ativa e consciente, a renovação dos ritos, aclamações e cantos.

O número 36 da SC afirma assim, depois de falar da Língua oficial Latina na Liturgia: “Dado, porém, que não raramente o uso da língua vernácula pode ser muito útil para o povo, seja na missa, seja na administração dos sacramentos, seja em outras partes da liturgia, dê-se-lhe um lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admoestações, em algumas orações e cânticos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.

O Parágrafo 03, desse número 36 diz que cabe à competente autoridade eclesiástica territorial – bispo local – os bispos das regiões limítrofes da mesma língua, decidir acerca do uso e extensão da língua vernácula. Tais decisões deverão ser aprovadas ou confirmadas pela Sé Apostólica. No número 63, da SC afirma assim: “Estes rituais – com as adaptações da língua vernácula – serão usados nas respectivas regiões depois de aprovados pela Sé Apostólica.

Na elaboração destes Rituais, ou nestas coleções especiais de ritos, não se omita nenhuma das normas propostas no Ritual Romano para cada rito, quer sejam de caráter pastoral, quer digam respeito às rubricas, quer tenham especial importância social”.

Percebemos que a orientação da SC é bem módica, possibilitando a língua vernácula tão somente em algumas partes. Mas que, na realidade, transcorridos os 50 anos de Concílio, todo o Rito Romano está traduzido na língua mãe de cada país, facilitando a compreensão e participação dos fieis leigos, que é um dos pontos também da renovação litúrgica”. 

Fonte: Rádio Vaticano