Sexta-feira da Misericórdia: Visita surpresa do Papa a famílias da periferia de Roma

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VATICANO, 19 Mai. 17 / 05:00 pm (ACI).- Continuando com sua iniciativa das “Sextas-feiras da Misericórdia”, o Papa Francisco decidiu se fazer de “pároco” e visitar um grupo de famílias de Ostia, na periferia de Roma.

“O Santo Padre Francisco quis, também no mês de maio, seguir com as ‘Sextas-feiras da Misericórdia’”, informou a Santa Sé, recordando que esta iniciativa nasceu durante o Ano da Misericórdia convocado pelo Pontífice e que foi concluído em novembro de 2016.

Por isso, “na tarde de hoje, o Papa saiu do Vaticano e foi até Ostia. Como sinal de proximidade às famílias residentes na periferia de Roma, decidiu abençoar casa por casa, como faz o pároco todos os anos durante o período pascal”.

 

A Santa Sé recordou que há dois dias o Pe. Plinio Poncina, pároco de Stella Maris, uma das seis paróquias de Ostia, havia fixado – como de costume – um aviso na porta do condomínio de casas populares, avisando às famílias que iria passar para a habitual bênção pascal às residências.

“Os inquilinos foram tomados de grande surpresa quando, ao invés do pároco, se depararam com o Papa Francisco ao tocar-lhes a campainha”, informou o Vaticano.

“O Papa ‘se fez de pároco’: com grande simplicidade se entreteve com as famílias, abençoou uma dezena de apartamentos que compõem o condomínio da Praça Francisco Conteduca 11, deixando como presente o terço. Brincando, quis se desculpar pelo incômodo, assegurando que respeitou o horário de silêncio no qual os condomínios repousam depois do almoço, como assinala o cartaz colocado na entrada do condomínio”, relatou.

Ostia, que pertence ao município de Roma, tem cerca de 100 mil habitantes e acolhe “uma vivaz comunidade de fiéis” que vive também uma realidade difícil, como ocorro nas periferias.

Nesse sentido, explicou o Vaticano, “a paróquia e o pequeno campo de futebol adjacente se tornam com frequência um ponto de referência para a comunidade e constituem um ponto de encontro para estas realidades sociais e existenciais que, experimentando formas de exclusão, permanecem na marginalidade”.

 

Fonte: ACI Digital