Pai nosso que estás no Céu

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Paz e bênção. Pai nosso que estás no Céu: Lc 11,1-4.

Assim São Francisco de Assis rezava o Pai nosso:

‘Santíssimo Pai nosso, nosso Criador, nosso Redentor, nosso Salvador e Consolador!

Que estás nos céus: Nos anjos e nos santos, iluminando-os, para que te conheçam, porque tu, Senhor, és luz; inflamando-os, para que te amem, porque tu és amor; habitando neles e enchendo-os, para que gozem a bem-aventurança, porque tu, Senhor, és o sumo bem, o bem eterno, donde procede todo o bem, e sem o qual não há bem algum.

Santificado seja o teu nome: Que o conhecimento de ti mais se clarifique em nós, para conhecermos qual a largueza dos teus benefícios, a grandeza das tuas promessas, a alteza da tua majestade, e a profundeza dos teus juízos (Ef 3, 18).

Venha a nós o teu Reino: De modo a reinares em nós pela graça, e a levar-nos a entrar no teu Reino, onde a visão de ti é clara, o amor por ti é perfeito, ditosa a tua companhia e gozaremos de ti para sempre.

Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu: Para te amar de todo o coração (cf. Lc 10, 27), pensando sempre em ti; sempre a ti desejando com todo o nosso espírito; sempre a ti dirigindo todas as nossas intenções, e em tudo procurando a tua honra; e com todas as veras empregando todas as nossas forças e potências do corpo e da alma ao serviço do teu amor e de nada mais. E para amar o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo todos, quanto possível, ao teu amor, alegrando-nos dos bens dos outros como dos nossos, e compadecendo-nos dos seus males, e não fazendo a ninguém qualquer ofensa (cf. 2Cor 6, 3).

O pão nosso de cada dia, o teu dileto Filho nosso Senhor Jesus Cristo, nos dá hoje, para memória, e inteligência e reverência do amor que nos teve, e de quanto por nós disse, fez e suportou.

E perdoa-nos as nossas ofensas: Por tua inefável misericórdia, por virtude da Paixão do teu amado filho Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelos méritos e intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e de todos os Santos.

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido: E o que não perdoamos plenamente, faz, Senhor, que plenamente perdoemos, a fim de que, por teu amor, amemos de verdade os inimigos, e por eles a ti devotamente intercedamos, a ninguém pagando mal com mal (cf. 1Ts 5, 15) e em ti procuremos ser úteis em tudo.

E não nos deixes cair em tentação: oculta ou manifesta, súbita ou renitente.

Mas livra-nos do mal: passado, presente e futuro.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém’.

Bom dia. Abraço.